Todas as nossas respostas tentam ser o mais generalistas possível, no intuito de englobar o máximo de situações possíveis a ocorrer. No entanto, cada situação requer uma análise mais cuidada em função da espécie, local e ocorrência a diagnosticar, tal como os cuidados culturais e tratamentos nutricionais e fitossanitários a efectuar. Essa análise deve ser efectuada por técnicos credenciados.


COMO REGAR UMA PLANTA?
As plantas envasadas ou em floreiras devem ser regadas de forma a que todo substrato fique humedecido. Isso pode ser conseguido por imersão, alagamento, chuveirada ou pulverização do substrato. A seleção da forma de rega depende da comodidade da sua realização, sendo a imersão a forma mais eficiente e chuveirada uma forma cómoda que apresenta como vantagem o facto de se proceder simultaneamente à limpeza das poeiras acumuladas na folhagem e possíveis pragas.


COM QUE FREQUÊNCIA POSSO REGAR AS PLANTAS DE INTERIOR?

A frequência das regas das plantas de interior é altamente dependente de alguns factores, tais como: tipo de planta, estação do ano, ambiente em que se encontra e exposição solar a que a planta é sujeita. Normalmente, plantas arbustivas lenhosas são mais tolerantes a variações do teor de humidade do substrato, pelo contrario plantas herbáceas e pouco lenhosas são bastante sensíveis as variações do teor de humidade do substrato. Por outro lado, plantas expostas directamente à luz solar requerem regas mais frequentes (1 a 2 por semana no verão e 2 por mês no inverno), por outro lado plantas sem exposição solar requerem regas menos frequentes (1 por semana no verão e 1 por mês no inverno). Em qualquer dos casos descritos, evitar acumulações de água nos pratos de retenção durante longos períodos de tempo. Se ainda verificar água no prato, não efectue rega. Resumidamente, a rega de plantas de interior requer sempre uma avaliação individualizada planta a planta em função dos factores referidos.


EXISTEM ESPÉCIES DE PLANTAS DE INTERIOR MAIS ADEQUADAS PARA CADA AMBIENTE?

Sim, existem plantas de interior que se desenvolvem melhor em determinados ambientes, nomeadamente no que à exposição solar e intensidade luminosa diz respeito. As plantas de interior podem ser classificadas em três grandes grupos, em função da sua capacidade de desenvolvimento em função da luz disponível, que são: de sombra, de meia luz e de exposição solar directa. Assim, antes de seleccionar as plantas para um determinado local interior, é importante ter em consideração a intensidade luminosa do local e a sua exposição solar. Após ter essa informação, está em condições de selecionar as plantas que esteticamente correspondem ao seu interesse ou gosto pessoal, e que crescem no ambiente selecionado para a mesma. Existem outras questões que também poderão determinar a seleção de plantas de interior, mas correspondem a casos pontuais de menor importância, tais como: humidade e qualidade do ar e temperaturas extremas em vitrines.


OS AMBIENTES CLIMATIZADOS PODEM SER PREJUDICIAIS ÀS PLANTAS DE INTERIOR?

Sim, os ambientes climatizados (quentes ou frios) provocam sempre uma diminuição da humidade relativa do ar abaixo dos valores considerados óptimos para o desenvolvimento das plantas. Os cactos são as únicas plantas que toleram essas condições. A criação de maciços de plantas pode ser uma estratégia benéfica, tal como evitar colocar as plantas nas correntes directas dos equipamentos. A pulverização da folhagem com uma solução de água e fungicida a baixa dosagem pode fazer milagres.


AS PLANTAS DE INTERIOR PODEM ESTAR EM ZONA DE FUMADORES?

Sim, desde que a carga poluente do fumo não se atinja níveis toxicamente incomportáveis para a planta, o que normalmente não ocorre. Na verdade, as plantas de interior poderão inclusive proceder à purificação do ar da zona de fumadores. São conhecidas as capacidades de retenção de algumas plantas em relação a alguns componentes do fumo do tabaco e a outros elementos tóxicos que se encontram no ar.


QUANDO AS PLANTAS FICAM COM A FOLHAGEM AMARELA, O QUE SIGNIFICA E COMO CORRIGIR A SITUAÇÃO?

Plantas de interior com a folhagem amarela é a sintomologia de uma ou de várias situações em simultâneo. O amarecimento das folhas pode ocorrer em situações de desidratação, alagamento, desequilíbrios nutricionais variados, doenças, pragas, exposição solar forte ou choque térmico violento, que normalmente resulta na inativação ou destruição do sistema fotossintético responsável pela coloração verde. A correção desta sintomologia exige a correcta identificação da sua(s) causa(s), e pode passar por rega, eficiente drenagem, correctivos nutricionais (adubação com macro ou micro elementos), tratamentos fitossanitários múltiplos (fungicidas e/ou insecticidas) ou recolocação da planta em local mais adequado a nível luminoso e/ou térmico.


COMO SE DETECTA SE UMA PLANTA ESTÁ DOENTE OU INFECTADA?

As plantas podem estar doentes devido a causas bióticas (organismos vivos: fungos, bactérias, nemátodos, vírus ou micoplasmas) ou abióticas (condicões ambientais: nutrientes, temperatura, humidade, granizo ou geadas). Ambos os tipos de causas causam alterações metabólicas nas células das plantas, que normalmente levam a morte dos tecidos afectados (necroses) e se não forem controlados pela aplicação de agentes limitadores da causa (fitofármacos, fertilizantes) ou controlo das condições edafo-climaticas pode levar à morte de toda a planta. A detecção de doenças efectua-se usualmente pela ocorrência de determinadas sintomologias associadas (murchidão, amarecimento ou ocorrência de necroses na folhagem ou pela visualização dos danos causados (queda da folhagem, necrose de ramos e ocorrência de exsudações nos ramos ou troncos) ou da detecção (visual, química ou molecular) do organismo ou situação edafo-climática causadora do doença. As plantas estão infestadas com pragas, nas situações que existe uma carga de organismos vivos suficientemente elevada (insetos, ácaros, tripes, afídios) a alimentar-se da planta causando danos irreparáveis nos tecidos, orgãos ou totalidade da planta, que afecta quer a sua aparência (plantas ornamentais), capacidade produtiva (agricolas) e reprodutiva (produção de fores corte). A detecção de pragas é bem mais simples, do que no caso das doenças. Normalmente, basta a detecção visual do organismo causador, associado aos danos causados na planta, tais como: folhas e flores deformadas por picadas, buracos nas folhas causados por lagartas, diminuição da folhagem consumida por animais, descolorações e mau aspecto das folhas causados por cochonilhas e larvas mineiras como exemplos.